Educação

Qual a melhor idade para fazer intercâmbio?

Agências de viagem oferecem programas para alunos a partir dos 10 anos. Mas qual será a melhor idade para fazer intercâmbio?

17/10/2018 - Equipe Cafeina Nerd
#Intercâmbio

Agências de viagem oferecem programas para alunos a partir dos 10 anos. Mas qual será a melhor idade para fazer intercâmbio?

“Não sei se devo fazer intercâmbio agora ou depois que eu me formar”, “Será que interromper os estudos no Brasil é uma boa ideia?” ou ainda “Vale a pena fazer intercâmbio nas férias?” são algumas das dúvidas mais frequentes na cabeça de estudantes de ensino médio, superior e em formados. Afinal, existe uma idade ideal para se fazer intercâmbio? A resposta é não. Cada pessoa está em um momento de vida diferente, em uma situação financeira e profissional única e tem seus próprios objetivos. São essas as questões a serem analisadas antes de decidir seu rumo. A idade pouco influencia.

A primeira questão que você deve fazer a si mesmo é: qual é o meu objetivo? Ou seja, você quer aperfeiçoar seu inglês? Se sim, você precisa melhorar conversação? Ou então, você já é avançado ou fluente em inglês e quer fazer um curso na sua área profissional? Quer conhecer outras culturas e ao mesmo tempo estudar? São muitas as variáveis. Saiba exatamente o que você procura. Isso vai facilitar o trabalho da agência que vai te atender e também vai alinhar suas expectativas com o resultado final no outro país.

A duração e o tipo do intercâmbio

Outro fator importantíssimo é: você pretende viajar por 1 mês, 3 meses, 6 meses, 1 ano…? Isso é importante para que você defina se vai fazer um ano no high school, por exemplo, ou então um curso intensivo de idioma nas férias e por aí vai. Antes de ir na agência planeje-se.

Pense no que você terá de abrir mão aqui no Brasil para poder viajar. Se for um curso de três meses, talvez você precise negociar com a direção de sua escola ou faculdade do Brasil e, se trabalha, é necessário ver com a empresa o que é possível fazer. Se for apenas nas férias, você não perderá muito. Se for um ano, é preciso conversar com a sua instituição de ensino para ver como será quando você voltar. Vai perder um ano de ensino ou vai continuar na mesma turma?  São questões fundamentais para se decidir o tipo de intercâmbio a ser feito.

Qual seu nível no idioma?

O nível de idioma é importante não somente na hora de escolher o curso a ser feito, mas também para se escolher o país do intercâmbio. Alguns possuem peculiaridades na língua que facilitam o entendimento de um estrangeiro de nível intermediário, por exemplo. A dica aqui é: pesquisa bastante sobre o país, pergunte para o atendente da agência de viagens se os brasileiros com seu nível de entendimento da língua costumam se dar bem no local, etc. É melhor pecar pelo excesso de informações do que chegar no lugar e encontrar algo totalmente diferente do que você esperava ou sonhava. Afinal, será muito tempo e dinheiro investido. É importante que tudo saia como o planejado.

A importância do intercâmbio

Com o acesso cada vez maior às universidades no Brasil, o intercâmbio tem se tornado um grande diferencial no mercado de trabalho. Em um processo seletivo, os recrutadores olham de outra forma para quem tem uma formação no exterior no currículo. Não somente pela questão do idioma, mas também pela experiência de vida, pela responsabilidade adquirida ao se morar em um país estrangeiro e pelo poder de liberdade sobre suas decisões.

Trabalhar ou estagiar junto com os estudos

Muitas pessoas se perguntam também se vale a pena estagiar ou trabalhar no exterior durante o período do curso. Isso seria uma forma de abater uma parte dos custos da viagem e ajudar o estudante a se manter lá. Caso não atrapalhe nem desgaste muito o aluno, vale a pena sim. O ideal é encontrar um trabalho de meio período, que possibilite conciliar tudo de forma tranquila. Se isso começar a atrapalhar no foco principal da viagem aí não vale tanto. Lembre-se que em muitos países não há a obrigatoriedade de estar matriculado em uma universidade para estagiar, como há no Brasil.

Uma dica para quem pretende trabalhar no exterior é: comece a ver vagas de emprego no país da viagem alguns meses antes de ir para lá. Pela internet mesmo. Assim, você terá um panorama de quanto pagam e quantas horas por dia são necessárias para se dedicar a isso. Nem sempre você vai encontrar algo na sua área e, provavelmente, vai encontrar “trabalhos destinados a imigrantes”, que são considerados sub-empregos pela população local.

Gastos

Outro fator que interfere muito mais do que a idade na escolha do intercâmbio é o quanto você tem e está disposto a investir. Lembre-se que não será somente o valor do curso em si, mas também há gastos com passagens, alimentação, moradia e lazer. Isso determinará a duração da viagem, o curso a ser feito, o lugar escolhido, se você precisará ou não trabalhar e, claro, se você consegue arcar com tudo isso neste momento da sua vida.

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