Educação

A exemplo do ENEM, vestibular da Unicamp abordou temas sociais

Quase 70 mil candidatos compareceram ao vestibular da Unicamp, que dará vaga para estudar em 2019 e que abordou temas sociais, como racismo e feminismo.

21/11/2018 - Equipe Cafeina Nerd

A prova da primeira fase do vestibular da Unicamp 2019, que aconteceu neste domingo (18), teve temas sociais em boa parte de suas 90 questões. Racismo, feminismo, religião, fake news, entre outros, apareceram para os quase 70 mil candidatos que compareceram e que responderam sobre muitos assuntos da atualidade. No total, serão 2.589 vagas para 69 cursos de ensino superior.

Confira os temas que mais chamaram a atenção no vestibular da Unicamp 2019:

  • racismo
  • empoderamento da mulher e feminismo
  • déficit habitacional
  • violência no campo
  • doping no esporte
  • eleições
  • imigração
  • conflito religioso
  • fake news
  • política brasileira, em relação com Temer
  • desastre nuclear em Chernobyl
  • qualidade do ar durante a greve dos caminhoneiros
  • fascismo na sociedade

A prova da Unicamp foi realizada em 30 cidades paulistas, entre elas a capital. Algumas capitais espalhadas pelo Brasil também receberam-a, como Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Fortaleza (CE) e Curitiba (PR). O tempo total para finalizar os testes, que exigiram muito mais análise crítica do que “decoreba” era de 5 horas (entre 13h e 18h). O vestibular inclui cotas étnico-raciais e mantém a bonificação para alunos que se formaram em escolas públicas.

Entrada na Unicamp em 2019

  • Lista de aprovados na 1ª fase, locais de provas da 2ª fase e notas de corte: 10 de dezembro
  • Divulgação das notas da 1ª fase: 20 de dezembro
  • Provas da 2ª fase: 13, 14 e 15 de janeiro
  • Provas de habilidades específicas: 21 a 25 de janeiro
  • Divulgação da 1ª chamada: 11 de fevereiro
  • Matrícula não-presencial: 12 de fevereiro
  • Divulgação das notas da 2ª fase e classificação: 14 de fevereiro

Cotas

Um fenômeno curioso marcou o vestibular da Unicamp de 2019. 45% dos estudantes que se inscreveram e se declararam pretos e pardos não se utilizaram da opção de cotas, segundo a Comvest. Isso representa um total de 9,1 mil candidatos em um universo de 16,6 mil. Ou seja, somente 12% da prova terá o benefício das cotas.

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